Capsicum chinense
De Pimentas Wiki
Essa espécie é nativa da bacia amazônica, portanto pede climas úmidos com noites quentes, como ocorre nas florestas tropicais. Escavações arqueológicas comprovam que já era usada pelos povos pré-colombianos há mais de 8.500 anos.
A origem desse nome é um dos maiores mistérios da história das pimentas. Foi o médico holandês Nikolaus Von Jacquin que batizou essa espécie, quando pesquisava plantas para o imperador de seu país nas Ilhas Caraíbas em meados do século XVI. Até hoje não se sabe por que ele chamou de chinense uma espécie nativa das Caraíbas. Vale lembrar que ele nunca viajou a china e os primeiros trabalhadores chineses só chegaram as Américas no início do século XVII. Além do mais, nessa época essas pimentas ainda não tinham se espalhado pelo mundo e não eram cultivadas na China. Assim sendo, o mais correto seria essa espécie ser chamada de Capsicum amazonense, pois não tem nada de chinesa.
Há uma tendência equivocada de alguns sites internacionais de chamar as variedades de C. chinense generalizadamente como Habaneros. O que não é correto, pois esse nome refere-se a uma variedade em especial natural de Cuba (Habanero = natural de Havana). Portanto, usa-se como regra o princípio de que toda Habanero é C. chinense, mas nem toda C. chinense é Habanero.
Já no Brasil, nas regiões Norte e Nordeste, popularizou-se chamar as chinenses com o nome “Pimenta de Cheiro” pelo seu odor característico, forte e frutado, lembrando aromas cítricos. No sul, centro-oeste e sudeste popularizaram-se como Pimenta de Bode, ou simplesmente Pimenta Bode, as variedades que possuem frutos arredondados com cerca de 1 cm de diâmetro, podendo ser de várias cores. Mas os nomes populares levam a uma grande confusão devido a imensa variedade de formas, cores, tamanhos e sabores existentes, agravada ainda mais pelas diferenças culturais entre as regiões,e pela miscigenação cultural decorrente da migração dos povos entre as regiões desse país tão imenso. Depois, são pouquíssimas as variedades selecionadas e cultivadas pelos povos nativos (Murupi, Cumari do Pará, etc), que no Brasil não tinham o costume de se dedicar a agricultura, e faziam a coleta de suas pimentas nos locais onde nasciam espontaneamente. Fato oposto ocorreu no Caribe e nos paises andinos, onde os povos pré-colombianos já haviam selecionado e cultivavam uma grande variedade de pimentas quando os espanhóis chegaram a América.
São plantas de hastes múltiplas, normalmente eretas, com altura que varia entre 30cm a 1,50m nas variedades cultivadas.
Suas flores possuem a corola branca ou esverdeadas com anteras violetas, mas já vimos aqui no fórum, que algumas variedades podem apresentar pétalas com coloração violeta (ver Pimenta da Neyde e Olho-de-Peixe). São múltiplas por nó.
Seus frutos apresentam um imensa variedade de formas, sendo geralmente verdes quando imaturos e vermelhos, amarelos laranja ou brancos (ou até violeta) quando maduros. Quanto a picância, pode ir desde variedades doces, como a Biquinho, até os campeões de capsaicina, como Habaneros e Naga. O cheiro característico está presente em todas as variedade dessa espécie.
Fonte: Dicas selecionadas - Fórum pimentas.org



